segunda-feira, 12 de julho de 2010
E embora nosso tempo seja incerto, escasso,
Rezo preces silenciosas, pecaminosas, de não-abandono
Para que te mantenhas, inexato, invisível, aqui.
Irreparavelmente ocupando um espaço, sempre esse espaço
Que te digo que é teu
Mesmo quando não és meu, nunca és
Ainda que não faças parte de mim
Algo meu, é parte tua, te pertence.
Te afasto, te esqueço, apago teus passos
Mas minhas mãos inevitavelmente cavam teu rastro
Não sabes, nunca saberás com exatidão
O que eu escreveria nessas últimas linhas
Se não me houvessem subitamente faltado as palavras
Ao olhar tua fotografia.
Rezo preces silenciosas, pecaminosas, de não-abandono
Para que te mantenhas, inexato, invisível, aqui.
Irreparavelmente ocupando um espaço, sempre esse espaço
Que te digo que é teu
Mesmo quando não és meu, nunca és
Ainda que não faças parte de mim
Algo meu, é parte tua, te pertence.
Te afasto, te esqueço, apago teus passos
Mas minhas mãos inevitavelmente cavam teu rastro
Não sabes, nunca saberás com exatidão
O que eu escreveria nessas últimas linhas
Se não me houvessem subitamente faltado as palavras
Ao olhar tua fotografia.
terça-feira, 1 de junho de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
"...sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor (...) meu Deus como você me doía de vez em quando Eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma praça então os meus braços não vão ser suficientes pra abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você sem dizer nada só olhando e pensando meu Deus como você me dói de vez em quando"
Esse texto, porque:
1. Caio F. é lindo
2. Me fez concluir que eu eu preciso de um moleskine
3. Eu gostaria de ter escrito isso, um dia.
Esse texto, porque:
1. Caio F. é lindo
2. Me fez concluir que eu eu preciso de um moleskine
3. Eu gostaria de ter escrito isso, um dia.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Perdemo-nos antes de nos encontrarmos.
Mas continuo a espiar pela janela teus passos no escuro.
Sinto daqui o atrito de teus pés se arrastando no chão e surpreendo-me ao perceber em que profundidade me enterrei por ti - chego a invejar o piso barato no qual arrasta teus pés, por não ser ele o meu coração a estar em atrito permanente com qualquer parte tua.
Quando foi mesmo que esqueceste-te de começar a me amar?
Mas continuo a espiar pela janela teus passos no escuro.
Sinto daqui o atrito de teus pés se arrastando no chão e surpreendo-me ao perceber em que profundidade me enterrei por ti - chego a invejar o piso barato no qual arrasta teus pés, por não ser ele o meu coração a estar em atrito permanente com qualquer parte tua.
Quando foi mesmo que esqueceste-te de começar a me amar?
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