domingo, 14 de março de 2010

é porque quando eu penso em ti é sempre a mesma coisa:

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

"...sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor (...) meu Deus como você me doía de vez em quando Eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma praça então os meus braços não vão ser suficientes pra abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você sem dizer nada só olhando e pensando meu Deus como você me dói de vez em quando"


Esse texto, porque:

1. Caio F. é lindo
2. Me fez concluir que eu eu preciso de um moleskine
3. Eu gostaria de ter escrito isso, um dia.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Há doçuras escondidas - em todos nós.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Pra mim, arte é conseguir expressar as coisas que eu sinto da maneira mais próxima a que o meu espírito realmente as sente e é também as tentativas de fazê-lo.
Por isso meu lado artístico é eternamente insatisfeito, eternamente desassossegado.
Pra mim, arte é inquietação.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Perdemo-nos antes de nos encontrarmos.
Mas continuo a espiar pela janela teus passos no escuro.
Sinto daqui o atrito de teus pés se arrastando no chão e surpreendo-me ao perceber em que profundidade me enterrei por ti - chego a invejar o piso barato no qual arrasta teus pés, por não ser ele o meu coração a estar em atrito permanente com qualquer parte tua.
Quando foi mesmo que esqueceste-te de começar a me amar?

terça-feira, 9 de junho de 2009

Deus, livra-me desta náusea.
Esta náusea que é a representação de todas as minhas impossibilidades.
Ela é todos os meus desejos que morrem na garganta,
Antes mesmo que eu possa sentir-lhes o gosto com o paladar.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

As vezes me confundo com as gotas de chuva caindo do céu.
E, silenciosamente, suplico-lhes que matem minha sede, que curem as minhas febres.
Ninguém sabe o quanto eu vivo a flor da pele.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Amor é quando eu não desfaço teu leito afim de te guardar sempre ali: dormindo bonito ao meu lado. E por mais que os lençóis tenham de ser guardados, e o quarto arrumado, cada ato de dobrar os lençóis me despedaça. Tudo deveria permanecer parado e aquela colcha azul nunca deveria esquecer o teu cheiro; eu também não esquecerei. As paredes te guardam com riscos invísiveis, a luz te cria em ondas claras pelo cômodo, eu me cubro com o lençól da tua pele.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

"We all do what we can
So we can do just one more thing
We can all be free
Maybe not in words
Maybe not with a look
But with your mind"

domingo, 14 de setembro de 2008

Amá-la.

Sabe qual é o meu problema Amália?
É que eu me perco nas linhas dos teus cadarços desamarrados.
E antes de tu me tocares com tuas mãos tão sedosas, eu já usava as minhas tão calejadas pra traduzir sentimentos em palavras mal escritas nas folhas de papel amareladas.
Antes de tu me beijares, eu já usava minha boca pra não dizer nada, e agora eu me pego falando coisas que nem queria, são palavras que saltam somente na tua presença.
É certo que depois que você me surgiu assim tão linda, eu procurava mas não achava meio de viver sem ti.
Eu me deixei levar por ti minha querida, eu tenho minha tão amada culpa em toda essa rede que tecemos pra nossas vidas.
Mas agora não sei... não sei se devemos ficar juntos.
Eu tenho toda a certeza do mundo que ainda te amo, mas minhas artérias pulsam pedindo mais sangue.
Porque eu já sei teus passos de cor e toda minha alegria era tentar desvendar que rumo teus pés iriam tomar, embora sabendo que seriam pra mim.
Porque era certo que devíamos nos encontrar e dividir nossos pratos, nossas vidas, nossos lençóis.
Tu és a mulher da minha vida, Amália.
Mas agora já não sei mais ler, nem escrever.
Me fizeste analfabeto das minhas poesias que não encontram inspiração em outra coisa que não em ti.
Todas as palavras que escrevo seguem o mesmo ritmo descompassado que tem o teu salto alto em nosso piso de madeira.
Sinto falta de minhas melodias melancólicas daqueles que tudo imaginam sobre o amor, sem nada conhecer - esses são os que tudo sabem.
Eu era um desses.
Já não sei com que força te escrevo esta carta, acho que com a força da minha covardia, porque se não fosse assim, teria de olhar nos teus olhos, e isso doeria mais que tudo.
Não sei usar minha fala, não sei mais comer, não sei que rumo tomar nessa vida.
Porque eu que era mil, me juntei em um só ser com você.
Mas isso agora me parece tão pouco...
De alguma forma eu sempre sabia que um dia ia acabar, sabe? eu e você.
Sabe por quê meu amor? eu já era artista antes de te conhecer.